Já disse em outros posts que todos os livros previstos para eu ler até agosto/2011 serão de antes de 1980, ou seja, durante a Guerra Fria. Já disse também que tem horas que é entediante ler sobre os mesmo desdobramentos apenas variando nos personagens e ações. Mas talvez nenhum deles mostra tão bem quanto essa época foi turbulenta. Sou de 90 então não presenciei isso tudo. A minha única base são os livros.
Uma vez um professor me disse que os fatos são contados pelos vencedores. Ou seja, não temos os pontos de vista do lado perdedor. Basicamente, (quase) todos os livros que tratam da Guerra Fria são do lado oeste. É o que acontece nesta história, aonde o socialismo é sempre o vilão usando golpes baixos querendo destruir a pacificidade e a democracia americanas. A história fala sobre russos “programados” por hipnose a atacar pontos estratégicos nos EUA. Esse agentes soviéticos possuem uma vida inteira baseada nos princípios capitalistas. Mas com palavras-chave ou frases-chave voltam à “realidade” e vão cumprir sua missão. Essas palavras ou frases estão num relatório de posse soviética. Mas é furtado por um cidadão da alta cúpula das forças armadas soviéticas e começa a telefonar para seus “espiões”. O porém é que tanto a URSS quanto os EUA não querem que esse ataques aconteçam. A partir disso, os russos mandam um agente do KGB para recuperar o tal relatório e interromper o processo de destruição mútua. O único fato que achei ruim (para não dizer idiota) foi como descobriram o resto da sequência de ataques, que, penso eu, nunca poderia ter acontecido pelo fato de ser muito idiota.
Um aspecto bom do livro é que o espaço da história, apesar de se passar nos EUA e na URSS, fugiu dos grandes centros como Nova York e se concentrou mais no “interior” do território norte-americano. Um outro fator importante, didaticamente falando, mostra como, apensar dos arsenais de cada lado, ambos os países tinham medo de um confronto direto pois sabiam que uma vez derrotados não haveria nem cogitação para uma recuperação física (se é que o planeta Terra aguentaria tantos ataques nucleares).
Se você for pesquisar algo sobre esse livro ou o autor não irá achar muita coisa. Eu nem mesmo sei em que ano esse livro foi publicado. Acho que gira em torno de 1975 ou 1976. Eu apenas achei um rascunho de 5 linhas sobre Walter Wager, aonde informa que ele escreveu cerca de 30 livros desse mesmo gênero: espionagem. Morreu de câncer no cérebro com 79 anos. E sobre “Conspiração Telefone” você apenas irá achar referências de sites de compra e venda e nada mais! Não há nenhuma fonte de pesquisa e muito provavelmente esta foi a primeira resenha sobre este livro.
No final das contas é uma história que consegue prender a atenção dos leitores, principalmente se você gostar desse gênero literário. Pode parecer surreal as ações descirtas nela mas temos que raciocinar que nenhum dos lados queria perder e havia muita tensão no ar. Não houve confrontos diretos mas sim indiretos como no caso das Coréias e no Vietnã principalmente. Confrontos esses que trouxeram consequências para todos nós e sentimos isso até hoje.
FICHA TÉCNICA:
Título: Conspiração Telefone
Autor: Walter Wager
Páginas: 206
Editora: Juniter/Círculo do Livro
Edição: Integral
Ano: 1975
DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!
Até a próxima!

Obrigado pela resenha. É a única mesmo! Continue assim.
ResponderExcluirAbraços.
Gustavo Pimentel.