Estamos (infelizmente) acostumados com todos os tipos de crimes como sequestros, atentados, assassinatos, jogos de poder e influência... enfim. Mas o que nem todos sabemos é se esses acontecimentos são pré-determinados para privilegiar fulano ou em benefício de uma elite em especial. Não posso provar nada... mas não podemos ter a ingenuidade de acreditar que essas coisas não acontecem.
Devo primeiramente explicar o por quê de o livro ter esse nome: Proteu é o pastor dos rebanhos de Poseidon. Tem o poder da premonição, sendo sondado por muitos. Para fugir ele se esconde nas profundezas oceânicas ou transformava-se em criaturas ferozes. Apenas conta toda a verdade aos corajosos. É justamente esse poder de “saber” (pré-determinar) o futuro e de metamorfose que são as semelhanças com John Spada que possui dois lados contraditórios e não associáveis: o lado empresário que, de certa forma, ajuda o sistema; e o lado humano que combate esse sistema.
A história possui certa semelhança com “Casa Nobre” por mostrar como grandes corporações agem por interesses próprios. A narrativa dá enfoque às ditaduras sul-americanas, com destaque especial à da Argentina. Mostra como essas tiranias abusavam dos civis e como repreendiam ferozmente qualquer poeira socialista. Aponta também como um homem de influência e rico reage a esses abusos. Um ponto positivo do livro foi o suspense para o resgate do genro de Spada. Valorizo demais isso pois não me deixa dar uma pausa se quer na leitura.
A frase que resume bem toda a trama é: "SE AJO TORNO-ME UM DELES. SE NÃO AJO TORNO-ME SEU ESCRAVO." Até onde podemos insurgir; essa reação possui alguma moral?; devemos agir ou simplesmente aceitar os fatos como naturais?; ou devemos nos mexer e acabar perdendo nossa identidade e transformar-nos em um deles?
FICHA TÉCNICA:
Título: Proteu
Autor: Morris West
Páginas: 336
Editora: Record/Círculo do Livro
Edição: Integral
Ano: 1979
DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!
Até a próxima!

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