Tinha tudo para ser uma das melhores histórias: ação, suspense, reputação do autor, espaço da trama. Porém não foi isso tudo. Quando algum livro cria muita expectativa em mim antes da leitura acaba acontecendo isso. Geralmente o oposto à primeira impressão. Mas vamos aos fatos.
“O Cônsul Honorário” possui um grande trunfo: o espaço da narrativa. A história se passa na Argentina mas com um enfoque à ditadura de Alfredo Stroessner. Conta a tentativa da guerrilha paraguaia de sequestrar um embaixador americano. Contudo terminam raptando Charley Fortnum, um cônsul britânico honorário e bebum de carteirinha. Fortnum, porém, não possui muito poder de troca e o governo de Sua Majestade não quer resgatá-lo. No cativeiro acaba tendo a ajuda do dr. Plarr para o intermédio com os guerrilheiros.
Não sei dizer exatamente o que ocorreu para eu não ter gostado mais de lê-lo. Simplesmente não conseguiu prender a minha atenção, apesar do intuito . É a segunda vez que vejo uma história se passar na Argentina (a outra foi “Proteu”). Diferente do romance de Morris West esta se concentra 100% lá, enquanto aquele é apenas um “intermédio”.
Um fato bastante perturbador foi que, no final da história, Fortnum se salva às custas do dr. Plarr. Somente pelo fato de ter sobrevivido a reclusão e saído com vida de lá, recebe uma condecoração, sendo que Charley nada fazia para fugir ou algo parecido. Muito pelo contrário, ele era muito medroso e bebia demais. Isso é inadmissível!
Pelo que sei esse livro foi o que teve a sua elaboração mais complicada e também é considerado a obra-prima de Graham Greene. Mas, tanto ele quanto “O Fator Humano” não foram de grande expressão para mim. Foram bem comunzinhos.
FICHA TÉCNICA:
Nome: O Cônsul Honorário
Autor: Graham Greene
Páginas: 278
Editora: Artenova/Círculo do Livro
Edição: Integral
Ano: 1973
DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!
Até a próxima!

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