domingo, 24 de abril de 2011

Viagens na Minha Terra

Por mais que falem bem desse livro, para mim foi uma das piores sensações. Quando eu vi a capa logo tive aquela impressão de que não iria gostar de ler. Dito e feito. Depois dessa experiência, achei que “O Morro dos Ventos Uivantes” não foi tão ruim assim. Sério!

“Viagens na Minha Terra” é uma obra do Romantismo. E vocês sabem muito bem a minha relação com ele. Mas só isso não foi o suficiente para torná-lo chato. Almeida Garrett relata-nos a sua viagem de Lisboa até Santarém. O porém disso tudo é que Garrett coloca um romance no meio de suas narrações. Tinha momentos em que eu não sabia se tal trecho fazia parte do romance ou da viagem do autor. 
   
Alguns fatos me chamaram a atenção. O primeiro trata-se de Garrett usar nomes abreviados para referir-se a personalidades públicas portuguesas. Ou seja, quem é leigo no assunto tem que ficar brincando de adivinhação. Outro aspecto que andei reparando em outras histórias românticas trata-se da cerimônia em cumprimentar amigo e/ou parentes. Muita lenga-lenga desnecessária. O terceiro discorre do fato de o autor conversar muito com o leitor. Lembrou-me Machado de Assis. Mas essa tática para me envolver na história não deu muito certo.

No começo de cada capítulo há um resumo de tudo o que acontecerá em seguida. Eu pensei seriamente na hipótese de ler apenas isso pois eu estava me achando um analfabeto funcional lendo este romance. Em várias situações eu pensei em parar a leitura e eu evitava pegar no livro nas minhas horas de ociosidade. O que manteve-me lendo foi a esperança de que a história melhorasse e, mais pro final, a vontade de terminar logo. Resumindo: demorei 20 dias para terminar de ler. Para ter-se uma ideia em 20 dias leio 800 páginas sem muito esforço.


FICHA TÉCNICA:

Nome: Viagens Na Minha Terra

Autor: Almeida Garrett 

Páginas: 303

Editora: Livraria Figueirinhas

Edição: ?

Ano: 1846




DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!

Até a próxima!
 

domingo, 17 de abril de 2011

Para Viver Um Grande Amor

Lembro que quando eu fui prestar a Fuvest em 2009, dentre as obras obrigatórias para a segunda fase, uma delas era de Vinícius de Morais, “Antologia Poética”. Recordo-me também que não ia ler pois se tratava de um livro de poesias e não costumo dar-me muito bem com esse gênero. Quando descobri que iria ler outra obra de Vinícius logo veio essa recordação. Mas mesmo assim resolvi encarar para ver se era tão chato assim. 
   
“Para Viver Um Grande Amor” alterna prosa e poesia. Poesia... aquilo que tira-me o sono, aquilo que tira-me o interesse de ler, aquilo de que tanto fugi mostrou-se amigável nesta obra. Originalmente pensei que esse livro era integralmente composto por poemas, sonetos e coisa e tal. O amor é o centro da obra. Mas o autor passou-me a impressão de que o que está mais perto dele é a morte. 
   
As prosas (como esperado) eram muito boas, sendo as minhas favoritas aquelas que possuíam tom cômico, ou algum trocadilho embutido. Os poemas me surpreenderam bastante pelo fato de não serem apenas de amor. Os que “insistiam” nisso foram os piores. Mas havia os que fugiram à regra. Ri bastante com os brincavam com as palavras, rimas e tudo o mais.

Durante a minha leitura, acentuaram-se alguns “defeitos” meus. Continuo tendo dificuldades com orações invertidas, textos subjetivos, interpretação de poesia... ou seja tudo o que não está claro no texto. Não sei se é falta de prática, preguiça de pensar ou se é porque sou homem. Talvez seja uma mistura de tudo.

Não é tão objetivo e não me inspira motivação para ler tanto quanto um romance. Mas este livro me surpreendeu positivamente. Fiquei espantado como pode ser divertido ler poemas de amor (quando não se está apaixonado). Mas talvez isso tudo não me motive a ler outra obra do gênero.


FICHA TÉCNICA:

Nome: Para Viver Um Grande Amor
 

Autor: Vinícius de Moraes
 

Páginas: 196
 

Editora: Livraria José Olympio
 

Edição: 18º
 

Ano: 1962   




DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!

Até a próxima!

domingo, 3 de abril de 2011

Fernão Capelo Gaivota

Eu sempre preferi livros com temáticas cruéis. E quando vi a capa desta obra logo pensei que continha uma lição de moral ligada, de alguma maneira, a liberdade. Eu estava certo neste ponto. Mas eu não tinha noção de quão infantil pode parecer uma história dessas para uma pessoa que não simpatiza com conto de fadas. 
   
“Fernão Capelo Gaivota” conta a história de uma gaivota que quer romper com o conformismo do destino de seu bando. Ele não quer apenas voar para adquirir comida. Ele quer voar pelo gosto da liberdade. Com isso foi expulso de seu clã. Então decide praticar mais e mais as suas técnicas de voo. Na segunda parte do livro, Fernão “transcende” a uma outra sociedade aonde compartilha a paixão de voar com outras gaivotas. E na terceira ele regressa ao seu antigo clã para perdoá-los e ensiná-los tudo o que aprendeu naquela “transcendência”.

Algumas coisas chamaram a minha atenção durante a leitura. Uma delas trata-se de Fernão atingir 500km/h numa embicada. E na segunda parte do livro ele alcança a velocidade do pensamento. Uma outra trata-se do formato infantil, contendo muitas ilustrações e o “pouco” texto possui uma fonte grande. Se seguisse o padrão das publicações do Círculo do Livro (no qual compõe a maioria das histórias que posto aqui), não teria mais que 25 ou 30 páginas. Com isso terminei a minha leitura em 12 horas, um recorde (a marca anterior era de 3 dias que pertencia a “Uma Semana Para A Defesa”). Outro ponto controverso trata-se do Nome de Fernão. O título original é “Jonathan Livingston Seagull”. Vendo isso lembro-me de uma professora de gramática que dissera para não traduzir nomes. Então...

Apesar da mensagem de perseverança, paixão, amor, liberdade e coisa e tal, foi um livro que não criou-me nenhuma simpatia, já justificada na primeira linha. Chegou ao ponto de vergonha alheia dependendo da lição de moral. Na minha opinião é um livro muito infantil para um adulto, e muito maduro para uma criança.

FICHA TÉCNICA:

Nome: Fernão Capelo Gaivota
 
Autor: Richard Bach
 
Páginas: 155
 
Editora: Nórdica
 
Edição: -
 
Ano: 1970




DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!

Até a próxima!