Logo que bati o olho na capa percebi que essa história não seria das mais empolgantes. Quando eu percebi que falava sobre Israel e Palestina logo minha expectativa aumentou. Mas isso foi se desvanecendo ao longo da narrativa.
“A Garota do Tambor” conta a aventura de uma atriz em decadência que é recrutada pelo serviço secreto israelense para “encenar” uma peça muito importante. Logo a tornam uma espiã e infiltram-na entre os palestinos para entregar uma bomba.
Esse resumo estava meio nublado na minha mente pois a história foi muito confusa. Não sabia direito se ela estava do lado sionista ou árabe. Não tinha certeza se essa “peça” possuía uma conotação irônica ou realmente era uma apresentação teatral. No decorrer da história os personagens acabam passando por lugares que confundiram-me mais ainda, tais como a Grécia, Alemanha, Inglaterra, etc.
Eu continuei com esperanças de que quando a aventura realmente começasse, ou seja, Charlie colocasse seu plano em prática a história melhoraria muito. Mas o detalhe é que isso só ocorre no final da história. O que tornou a narrativa um tanto quanto chata para ler.
Só como curiosidade, este livro foi adaptado às telonas e teve uma boa recepção pela crítica e pelo público porém o filme é difícil de ser achado. O longa-metragem deixa claro a filosofia de guerra de Sun Tsé, no qual, a inteligência prevalece em relação à arsenais.
Não sei o porquê mas a capa me deu uma impressão de que tinha algo relacionado com a França. O Oriente Médio seria o último lugar em que eu situaria essa história. Porém, o que me fez ter uma má impressão foi a falta de ação (a qual criei uma expectativa muito grande por ter como pano de fundo um cenário de guerra) e a minha confusão para identificar em qual lado da fronteira a protagonista era aliada.
FICHA TÉCNICA:
Nome: A Garota do Tambor
Autor: John Le Carré
Páginas: 554
Editora: Record/Círculo do Livro
Edição: Integral
Ano: 1983
DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!
Até a próxima!

Nenhum comentário:
Postar um comentário