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domingo, 16 de janeiro de 2011

O Cônsul Honorário

Tinha tudo para ser uma das melhores histórias: ação, suspense, reputação do autor, espaço da trama. Porém não foi isso tudo. Quando algum livro cria muita expectativa em mim antes da leitura acaba acontecendo isso. Geralmente o oposto à primeira impressão. Mas vamos aos fatos. 
 
“O Cônsul Honorário” possui um grande trunfo: o espaço da narrativa. A história se passa na Argentina mas com um enfoque à ditadura de Alfredo Stroessner. Conta a tentativa da guerrilha paraguaia de sequestrar um embaixador americano. Contudo terminam raptando Charley Fortnum, um cônsul britânico honorário e bebum de carteirinha. Fortnum, porém, não possui muito poder de troca e o governo de Sua Majestade não quer resgatá-lo. No cativeiro acaba tendo a ajuda do dr. Plarr para o intermédio com os guerrilheiros. 
 
Não sei dizer exatamente o que ocorreu para eu não ter gostado mais de lê-lo. Simplesmente não conseguiu prender a minha atenção, apesar do intuito . É a segunda vez que vejo uma história se passar na Argentina (a outra foi “Proteu”). Diferente do romance de Morris West esta se concentra 100% lá, enquanto aquele é apenas um “intermédio”.

Um fato bastante perturbador foi que, no final da história, Fortnum se salva às custas do dr. Plarr. Somente pelo fato de ter sobrevivido a reclusão e saído com vida de lá, recebe uma condecoração, sendo que Charley nada fazia para fugir ou algo parecido. Muito pelo contrário, ele era muito medroso e bebia demais. Isso é inadmissível!

Pelo que sei esse livro foi o que teve a sua elaboração mais complicada e também é considerado a obra-prima de Graham Greene. Mas, tanto ele quanto “O Fator Humano” não foram de grande expressão para mim. Foram bem comunzinhos.


FICHA TÉCNICA:

Nome: O Cônsul Honorário

Autor: Graham Greene

Páginas: 278

Editora: Artenova/Círculo do Livro

Edição: Integral

Ano: 1973




DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!

Até a próxima!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Fator Humano

Eu botei muita expectativa nos livros de Grahan Greene pois eu já ouvi falar muito dele mas não tive chance de ler nada. Mas essa oportunidade chegou logo com duas obras, “Fator Humano” e “O Cônsul Honorário” (logo postarei sobre este). Pelo que li sobre ele e suas obras, acabei me decepcionando bastante com o que parecia ser o livro... mas não foi.
 
Eu digo que não foi o que eu esperava porque “Fator Humano” é um livro de espionagem. Só que eu demorei para reparar que Maurice Castle era um espião. E agente duplo. Mas o serviço secreto inglês acaba desconfiando de outra pessoa... um colega muito próximo de Castle, Arthur Davis que acaba pagando o pato. Quando o cerco aperta Maurice acaba fugindo, separando-se de sua esposa Sarah e o filho dela Sam, que adoece. Quero também ressaltar que em um ponto no meio da história aonde Castle precisa matar o cão de estimação de sua família, Buller. Isso remete-me à “Vidas Secas” e a cadela Baleia. Em ambos os casos os carrascos erram os alvos e os animais ficam agonizando até chegar bem lentamente à morte. 
 
Para começo de conversa eu pensava que o livro abordaria o lado humano de um agente em missões secretas e não como era a vida pessoal de um deles. Dois dos poucos pontos positivos da narrativa foi de dar enfoque, durante a Guerra Fria, a uma nação coadjuvante, a Grã-Bretanha; o outro refere-se, diferente de outras obras que já li com esse tema, à que esse agente duplo “soviético” não morreu, não sofreu nenhuma punição mais severa ou foi capturado. 
 
Acabei ficando decepcionado com a história toda pois foi muito monótona, lembrando-me de algumas narrativas do século XIX aonde a monotonia é um dos sérios agravantes à (minha) leitura. Mas valeu por fugir óbvio, num tema, até certo ponto, clichê.


FICHA TÉCNICA:

Nome: O Fator Humano

Autor: Graham Grenne

Páginas: 330

Editora: Record/Círculo do Livro

Edição: 12ª

Ano: 1978




DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!

Até a próxima!