domingo, 31 de julho de 2011

Voo Noturno

Quando cita-se o nome de Antoine de Saint-Exupéry logo vem à mente “O Pequeno Príncipe” que é leitura obrigatória para qualquer miss ao redor do planeta (não sei o porquê). Porém, o que é mais notável neste francês é a sua paixão pela a aviação que, em sua época, dava os primeiros passos. Ele, juntamente com seus livros, ajudaram a alavancar a aeronáutica mundial.

“Voo Noturno” conta a história dos primórdios da aviação postal encarnada em Fabien, que traz o correio da Patagônia até Buenos Aires, destino, no qual, nunca alcançou. Muitos outros viriam depois para concretizar o caminho entre as duas regiões. Naquela época já era uma façanha completar a viagem, se lá qual a distância percorrida.

Saint-Exupéry não só escrevia sobre a arte de voar como era piloto e usava a solidão da cabine para reflexão e consequentemente para a escrita. Nunca gostou da ideia de aviões como uma arma de guerra mas foi obrigado a alistar-se na força aérea francesa diante da humilhação de ver sua terra natal em poder dos nazistas. Em 1944, durante uma missão de reconhecimento no Mediterrâneo seu avião desaparece. É o fim de uma paixão ao qual o acompanhou até o último momento.

A maioria das obras de Saint-Exupery tratam da guerra e da vida nos ares. Porém, ficou conhecido por um livro de temática infantil ao qual possui uma mensagem para os adultos que esquecem da criança interior de cada um. Não duvido que essa obra tenha sido concebida nas muitas reflexões que fazia durante suas viagens. Ou seja, tudo veio dos céus.

FICHA TÉCNICA:

Nome: Vôo Noturno

Autor: A. De Saint-Exupéry

Páginas: 141

Editora: Difusão/Círculo do Livro

Edição: Integral

Ano: 1931





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domingo, 24 de julho de 2011

Vinte Mil Léguas Submarinas

Apesar de ser uma ficção, “Vinte Mil Léguas Submarinas” é um dos livros mais técnicos que li até hoje. Isso porque exige alguns requisitos do leitor para uma melhor absorção de conteúdo, apesar de estarmos falando de um livro do século XIX, escrita pelo “pai” da literatura de antecipação.

Nesta narrativa o professor Pierre Arronax conta-nos a sua aventura dentro do Nautilus aonde percorreu todo o planeta debaixo d'água. Desenhado, projetado e construído pelo capitão Nemo, esse mausoléu aquático é independente do mundo terreno assim como sua tripulação. Todo o combustível, comida e demais suprimentos vêm do mar. Porém a humanidade desconhece essa engenhosa máquina e atribui os feitos produzidos por este à um cetáceo de tamanho descomunal. Para não naufragar mais navios que cruzarem o seu caminho empreende-se uma expedição de caça ao qual Arronax, seu conselheiro Conseil e um arpoador canadense, Ned Land compõem a tripulação do Abraham Lincoln. Após o submarino naufragar mais esta fragata, estes três personagens são capturados e salvos mediante um pacto de silêncio. 
 
O que me impressionou foi o conhecimento de Júlio Verne para descrever tão bem as espécies encontradas pelos protagonistas durante a história. E essa sabedoria não se limita à fauna marinha. Esses tentáculos se estendem à física (por causa do comportamento do submarino) e, principalmente, à geografia pois, como não havia mapas tão bem elaborados quanto hoje, o autor situa os personagens no globo terrestre pelos meridianos. Por isso tudo é que o leitor precisa de ter um mínimo de conhecimento para melhor entendimento. 
 
Algumas curiosidades chamaram-me a atenção. O primeiro trata da classificação dos seres vivos: no livro usa-se a nomenclatura antiga, ou seja, reinos animal, vegetal e mineral. O segundo refere-se à qualidade excepcional de Conseil em ordenar os animais que encontra. Quando avista algo logo diz qual família, filo, ordem e espécie ele pertence. É de deixar qualquer biólogo marinho com inveja. O terceiro diz respeito a um mapa-múndi que há no meio da história dando a localização exata do submarino em cada capítulo da saga. O que ajuda, pois buscar esses lugares num planisfério manualmente é cansativo. O quarto relaciona-se com o fato de esse livro possuir várias adaptações para o cinema, desde curtas até longas-metragens. A mais conhecidas delas foi produzida em 1954 nos estúdio de Walt Disney e dirigida por Richard Fleischer.

Júlio Verne encanta gerações com suas narrativas épicas e totalmente surreais até para a tecnologia atual. Esta história talvez seja a mais conhecida delas e também a mais impossível de ser realizada. Junto com “Volta ao Mundo em 80 Dias”, “Viagem ao Centro da Terra”, “Da Terra à Lua”, “Cinco Semana em um Balão”, entre outros, são o que há de melhor deste francês genial e na ficção científica com um todo.


FICHA TÉCNICA:

Nome:Vinte Mil Léguas Submarinas

Autor: Júlio Verne

Páginas: 398

Editora: Círculo do Livro

Edição: Integral

Ano: 1869




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domingo, 17 de julho de 2011

A Garota do Tambor

Logo que bati o olho na capa percebi que essa história não seria das mais empolgantes. Quando eu percebi que falava sobre Israel e Palestina logo minha expectativa aumentou. Mas isso foi se desvanecendo ao longo da narrativa. 
 

“A Garota do Tambor” conta a aventura de uma atriz em decadência que é recrutada pelo serviço secreto israelense para “encenar” uma peça muito importante. Logo a tornam uma espiã e infiltram-na entre os palestinos para entregar uma bomba. 
 
Esse resumo estava meio nublado na minha mente pois a história foi muito confusa. Não sabia direito se ela estava do lado sionista ou árabe. Não tinha certeza se essa “peça” possuía uma conotação irônica ou realmente era uma apresentação teatral. No decorrer da história os personagens acabam passando por lugares que confundiram-me mais ainda, tais como a Grécia, Alemanha, Inglaterra, etc. 
 
Eu continuei com esperanças de que quando a aventura realmente começasse, ou seja, Charlie colocasse seu plano em prática a história melhoraria muito. Mas o detalhe é que isso só ocorre no final da história. O que tornou a narrativa um tanto quanto chata para ler. 
 
Só como curiosidade, este livro foi adaptado às telonas e teve uma boa recepção pela crítica e pelo público porém o filme é difícil de ser achado. O longa-metragem deixa claro a filosofia de guerra de Sun Tsé, no qual, a inteligência prevalece em relação à arsenais.

Não sei o porquê mas a capa me deu uma impressão de que tinha algo relacionado com a França. O Oriente Médio seria o último lugar em que eu situaria essa história. Porém, o que me fez ter uma má impressão foi a falta de ação (a qual criei uma expectativa muito grande por ter como pano de fundo um cenário de guerra) e a minha confusão para identificar em qual lado da fronteira a protagonista era aliada. 

FICHA TÉCNICA: 

Nome: A Garota do Tambor

Autor: John Le Carré

Páginas: 554

Editora: Record/Círculo do Livro

Edição: Integral

Ano: 1983



 
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domingo, 10 de julho de 2011

Por Quantos Ainda Vamos Chorar?

Desde a publicação “Ensaio com Plantas Híbridas” de G. J. Mendel junto com o empurrão causado pela descoberta do DNA em 1953, a manipulação dos genes sempre foi um questão de muita polêmica. “brincar de Deus” ofende dogmas da Igreja (apesar de possui um sacerdote como “o pai da genética”). Uns afirmam que é anti-ético e infringe a lei do livre arbítrio, outros defendem a revisão do conceito de “VIDA”, alguns dizem que poderá acabar com a fome na Terra e levará o ser humano a querida vida perpétua. Johann Mario Simmel toca justamente neste ponto para o ponta-pé desta narrativa.

“Por Quantos Ainda Vamos Chorar” conta a história de um atentado terrorista em um circo na cidade de Hamburgo aonde o alvo era um geneticista. Porém neste incidente acabam morrendo todos da família da vítima e o filho de uma jornalista ao qual, esta, decide ir atrás dos assassinos. 
 
Na época em que este livro foi lançado a genética não era tão desenvolvida quanto é hoje porém já haviam estudos assombrosos em desenvolvimento. É esse o principal alicerce da trama. Alguma entidade sobre-humana (talvez um conglomerado ou o governo, não sei ao certo) quer dominar a arte da “criação” e para isso passará por cima de todos que atravessarem o seu caminho. Mas o desejo de vingança é mais forte e acaba sendo determinante para o desfecho.

Vendo o lay-out da capa é passível de interpretação ambígua. Quando eu bati o olho logo veio na minha cabeça a II Guerra Mundial. E com isso também pensei de que se tratava de uma história com uma lição de vida, como visto em “Não Verás País Nenhum”. Mas é puro engano. Apesar de se passar na Alemanha essa história está mais para um romance como qualquer outro que eu já li sobre esse tema. 
 
Desde “Resgatem o Titanic!” um livro não prende minha atenção. Este, porém, obtém êxito devido à biotecnologia, um assunto raramente explorado. Mas não foi 100% empolgante ler pois podemos dividir a narrativa em duas partes distintas: 1) quando a protagonista está empenhada em fazer justiça. É aí em que o livro é bom; 2) quando a personagem principal envolve-se com o seu parceiro de empreitada. A história torna-se melosa e pouco atraente.

O livro é contado em primeira pessoa. O prólogo é em terceira. Mas um detalhe chama a atenção: o epílogo é em flashback, coisa que eu nunca tinha presenciado. Há uma nota no começo do livro em que deixa um alerta de que essa sucessão de eventos realmente aconteceu. Mas eu não achei nada de concreto nas minhas pesquisas. Claro que não iremos mesmo localizar informações sobre todo esse desenrolar que Simmel nos conta. Mas pelo menos alguma nota sobre o estopim naquele picadeiro eu deveria ter encontrado.

FICHA TÉCNICA:


Nome: Por Quantos Ainda Vamos Chorar?

Autor: J. M. Simmel

Páginas: 488

Editora: Nova Fronteira/Círculo do Livro

Edição: Integral

Ano: 1987




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domingo, 3 de julho de 2011

Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal

Você muito provavelmente já ouviu falar que a mulher possui um sexto sentido no campo da percepção. Porém não é exatamente uma nova área sensorial mas apenas um trunfo da visão feminina e um espaço destinado a isso no cérebro. Você descobrirá do que eu estou falando ao longo do texto.

Todos nos já quisemos adivinhar o pensamento das pessoas. O que muita gente não sabe que é possível decifrar a mente da outro indivíduo usando o próprio corpo. 93% da nossa comunicação é feita por meios não-verbais. É essa a base do estudo corporal. Os especialistas desse ramo leem pequenos gestos que nós não percebemos. Esse livro “traduz” alguns dos grupos gestuais mais relevantes.

Dependendo da força e do modo como apertamos as mãos expressamos um caráter mais submisso ou mais controlador. Roçar os cabelos, olhar longo, entonação da voz indicam afeição e simpatia ou antipatia e repulsa por uma pessoa. Pequenos tiques, balanços de pé, inquietação, desconforto na cadeira indicam nervosismo ou insegurança numa entrevista de emprego ou numa reunião de negócios. Esse livro também nos dá dicas de como deixar uma palestra mais envolvente e interessante e mostra quando o orador deve encerrar seu discurso. 
 
Como dito no começo do post a mulher não possui um sexto sentido. Na realidade o cérebro delas é mais acurado para a percepção. Os homens possuem 6 áreas destinadas a isso enquanto a mulher detêm 15. O que é facilitado pela visão periférica que é muito mais sensível do que o masculino no qual possui visão em túnel (herança do homem caçador da idade das pedras). 
 
Durante as exposições, o casal Pease dá exemplos citando muito o príncipe Charles e o depoimento de Bill Clinton no caso Lewinsky. É bom se pudéssemos relacionar o que está contido no livro com vídeos para melhor fixação de informações. 
 
Tive que ler com mais calma para digerir as informações. E vai ser um livro pra consulta futuramente. Você não irá sair um especialista quando terminar mas estará muitos passos à frente o que ajudará atingir os seus objetivos seja uma promoção, novo emprego, conquistas amorosas e jogo de poder. 


FICHA TÉCNICA:

Nome: Desvendando os Segredos da Linguagem 
Corporal

Autor: Allan & Barbara Pease

Páginas:272

Editora: Sextante

Edição: Integral

Ano: 2004





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