segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Xógum - Tomo II

Após o término do primeiro tomo, o leitor sente-se tentado a continuar lendo para ver o desfecho da Batalha de Sekigahara. Principalmente quando Tonanaga decreta “Céu Carmesim”. Soldados, marchemos à guerra!

O enfoque agora é sobre Toranaga versus Ishido. Este consegue forçar aquele, por meio do conselho de daymios, a cometer seppuku. Além disso ele mantém reféns no interior do Castelo de Osaka e por conta disso Toranaga não pode atacar Ishido. Mariko oferece-se a ir e salvar a todos. Nesse meio tempo ela e Blackthorne viram amantes. Buntaro (samurai esposo de Mariko) desconfia e pede para Toranaga tomar alguma atitude. Após conseguirem liberar os encarcerados, o comandante do Exército Oriental tem caminho livre para o enfrentamento.

Depois de quase mil páginas (somando o primeiro e o segundo tomo) o leitor acaba acostumando-se à língua nipônica. Em alguns trechos há diálogos em japonês sem tradução ou algo que possa dar um esclarecimento àquela frase. Isso pode parecer desleixo do autor ou tradutor mas no final das contas não há necessidade mesmo pois acabamos nos acostumamos com isso e as tais traduções não são mais necessárias. O contrário acontece com o neerlandês. Apesar de eu ter um certo conhecimento da língua alemã, ainda são muito estranhos os nomes dos comandados de Blackthorne.

O curioso (e o legal) é saber que Clavell basou-se em fatos para escrever esta obra. Blackthorne existiu mas não com essa denominação, o verdadeiro nome do herói é Will Adams. Aliás, todos os personagens tiveram seus nomes trocados, por exemplo:

Nome Fictício
Nome Real
Goroda
Oda Nobunaga
Nakamura
Toyotomi Hideyoshi
Ochiba
Yodo-Dono
Genjiko
Oeyo
Yaemon
Toyotomi Hideyori
Sudara
Tokugawa Hidetada
Ishido
Ishida Mitsunari
Mariko
Hosokawa Gracia
Martin Alvito
João Rodrigues
Akechi Jinsai
Akechi Mitsuhide
Johann Vinck
Jan Joosten van Lodensteijn
Swordsmith Murasama
Sengo Muramasa
Yodoko
Nene
Paul Spillbergen
Jacob Quaeckernaeck
Buntaro
Hosokawa Tadaoki
Hiromatsu
Hosokawa Fujitaka
Onoshi
Otani Yoshitsugu

Além da tabela acima tenho que citar que há uma “continuação” de Xógum. Mas não foi escrito por Clavell e não possui o mesmo enfoque dessa saga nipônica. Trata-se do livro Musashi, de Eiji Yoshikawa. Disse que era uma continuação pois este livro começa no fim da Batalha de Sekigahara. Em breve postarei sobre os dois volumes que compõe essa obra.

Depois de quase 1300 páginas percebi que sentiria falta dos diálogos em japonês mescladas com o inglês, da polidez nipônica, que chega a incomodar, (confesso), dos costumes do Japão medieval e os floreios da corte de Toranaga. Foi mais de um ano lendo essa obra e, apesar de ter lido outros livros é difícil não ficar com aquela ressaca literária.

FICHA TÉCNICA:

Nome: Xógum – Tomo II

Autor: James Clavell

Páginas: 600

Editora: Nórdica/Cìrculo do Livro

Edição: integral


Ano: 1975



DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!

Até a próxima!