Nós
conhecemos a Polônia como a nação que Hitler invadiu no dia 1º de
setembro de 1939. Mas essa região ao leste da Alemanha já sofreu
várias modificações em seu território sendo que já ficou 123
anos sem existir. É nesse cenário (especificamente na cidade de
Gdańsk) ao qual desenvolve-se a história de Oskar e seus
ascendentes cassúbios.
“O
Tambor” é uma narrativa em primeira pessoa, sendo Oskar o
narrador-personagem da trama. Ele resolve escrever suas memórias
quando encontra-se internado em um hospício. Porém a história não
começa em seu nascimento e sim algumas décadas antes quando sua
avó Anna engravida ainda no século XIX. O protagonista nasce
apenas em 1924 quando a família já mudou-se para a cidade portuária
de Gdańsk.
Aos
três anos dois eventos marcam Oskar por toda a sua vida: no dia de
seu terceiro aniversário ele ganha um tambor vermelho e branco de
sua mãe, Agnes; ao desconfiar piamente que sua progenitora tem um
caso extraconjugal com Jan Bronski, Oskar atira-se da escada da
adega, tendo como consequência o estacionamento de seu crescimento,
mantendo-se com 94 centímetros de altura por vários anos. Mas não
é só isso. Tocando o seu tambor durante todos os anos posteriores
ele acaba sendo reconhecido pelo seu talento e também pela
disformidade de seu corpo, tanto pelo seu tamanho, quanto pela sua
caixa craniana incompatível com o seu corpo e pela sua corcova.
Logo
no começo da história Oskar cita-nos alguns vilarejos, cidadelas e
riachos que fazem parte do espaço da história. Ele fala com certa
naturalidade como se esses locais fosse conhecidos por todos os seus
leitores. Outro fato bastante curioso fala a respeito de o narrador
nunca referir-se a ele como personagem, ou seja, em primeira pessoa,
dando a impressão, às vezes, que o narrador de toda a trama é o
tambor, comprovando o motivo do título. Para alguns leitores mais
atentos é possível confundir a vida de Oskar com a do próprio
Grass, sendo que ambos possuem ascendência cassúbia, viveram em
Gdańsk, e são filhos de comerciantes.
Demorei
para terminar a minha leitura pois este livro mostrou-se ser maçante,
possui uma linguagem ligeiramente rebuscada, não há diálogos, os
poucos que existem são rápido e confusos. Por trás disso tudo,
Günter Grass faz uma severa crítica à burguesia, ainda que pouca,
existente. Crítica essa que continua nos dois livros seguintes dessa
trilogia: “Katz und Maus” e “Hundejahre”. “O Tambor”
também foi adaptado às telonas em 1979 sendo premiado tanto em
Cannes quanto no Oscar como Melhor Filme Estrangeiro.
Por
retratar um pouco da vida dos polacos e cassúbios da década de 30
pensei que seria um livro bom com uma história que me prendesse. Mas
por conter uma linguagem rebuscada, algumas metáforas e ironias não
consegui manter um bom ritmo de leitura. Dispersei-me muito e demorei
um mês para finalizar a leitura. Queria terminar a trilogia mas a
minha experiência com esse livro não foi uma das melhores e não
passou-me a vontade necessária para continuar.
FICHA TÉCNICA:
Nome:
O Autor
Autor:
Günter Grass
Páginas:
530
Editora:
Nova Fronteira/Círculo do Livro
Edição:
Integral
Ano:
1959
DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!
Até a próxima!
