Mostrando postagens com marcador Ken Follett. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ken Follett. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de março de 2013

Inverno Do Mundo

Podemos dividir o século XX em três partes: 1ª e 2ª Guerras Mundiais e Guera Fria. Foi basicamente esse o raciocínio de Ken Follett quando concebeu a trilogia “O Século”. Follett já contou no primeiro livro como era a vida durante a “guerra de trincheiras”. Com o “Inverno do Mundo” iremos conhecer os pormenores sociais do mais emblemático conflito já visto.

Neste livro vemos a família Von Ulrich ter o destaque em detrimento da família Williams, até porque os fatos mais importantes deste período acontecem na Alemanha como o incêndio do Reichtag, a ascensão dos direitistas extremados e o holocausto. Em relação à obra anterior o autor deu um salto de 9 anos sendo que “Inverno do Mundo” começa em 1933 findando em 1949. Portanto os protagonistas agora são a segunda geração das famílias já apresentadas na narrativa anterior.

Como é sua maior característica, Ken mescla ficção e realidade. Com isso vimos os personagens envolvidos com as artimanhas de Hitler, com a tensão norte-americana pré-guerra, o estado Stalinista na Rússia e os ataques à Pearl Harbor. Fora o envolvimento nos combates que são a tônica dessa história: a Segunda Grande Guerra e a Guerra Civil Espanhola.

O grande diferencial deste livro (e do anterior também) é a visualização do cotidiano das famílias no cenário da guerra como fica bem claro quando Daisy Peshkov dirige uma ambulância durante os ataques aéreos sobre Londres. Uma outra passagem muito interessante mostra as pesquisas e o início da era atômica... e como a bomba atômica chegou às mãos soviéticas.

Apesar de ter-se passado 38 anos desde o início da trilogia, para mim, os personagens envelheceram muito mais que isso. Há uma explicação lógica: eu não acompanhei o ritmo do livro. Agravou-se ainda com a mudança do primeira para o segunda obra ao qual, na minha cabeça, todos ainda tinham a mesma idade e fisionomias mesmo depois de nove anos.

“Inverno do Mundo” foi tão bom quanto seu antecessor. Agora resta-me esperar até 2014 para ler a última parte da trilogia. Não suporto a ansiedade mas isso passará porém ficarei eufórico quando sair do forno.

FICHA TÉCNICA:

Nome: Inverno do Mundo

Autor: Ken Follett

Páginas: 880

Editora: Arqueiro

Edição: ?

Ano: 2012




DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!

Até a próxima!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Queda De Gigantes

Apesar de ser utilizado desde 2000 a.C. como combustível, o carvão mineral só foi amplamente explorado a partir do século XVIII devido à Revolução Industrial sendo uma das causas desse pioneirismo inglês. Naquela época as grandes jazidas encontravam-se na região do País de Gales. É dentro deste contexto em que o primeiro livro da trilogia “O Século” começa.

“Queda de Gigantes” conta-nos a história de cinco famílias que acabam entrelaçando-se de um modo fascinante e, a isto, mistura-se alguns acontecimentos pré-Primeira Guerra Mundial como o assassinato de Fraz Ferdinand e o sufrágio feminino e mencionando até a revolução russa. E como consequência temos personagens com sentimentos reais. Personalidades históricas interagem com os personagens fictícias. É um tanto complicado para o autor definir os limites dessa relação. Finda a narração, o autor deixa uma nota de como estabeleceu tais limiares, expondo, também, o seu método de criação.

Apesar de apresentar-nos cinco famílias de nacionalidades diferentes, Ken Follett dá um ligeiro destaque para o “clã” Williams, galesa. A história tem como ponto de partida a ida de Billy Williams para o seu primeiro dia de trabalho na mina de carvão de Aberowen. Aproveitando esse ponto é interessante notar a questão da poluição atmosférica decorrente dessa extração mineral sujando os ornamentos brancos na entrada de Tŷ Gwyn (casa branca em galês) a propriedade dos Fitzherbert que detêm as terras exploradas pelo carvão. (What goes around, comes around?).

O livro é dividido em capítulos, cada qual com a sua referente data. Por isso conseguimos datar a história (junho/1911-janeiro/1924). Follett lista, antes da narrativa todos os personagens. Caso o leitor tente digerir todos os nomes antes de começar a leitura irá se perder. Mas quando você termina de ler e volta a folear tais páginas fica uma leve impressão de que não foi difícil memorizar todos. E para alguns mais empolgados (como eu) chega a relembrar tudo o que se passou com o indivíduo.

Eu sei que é tolice mas pensei que Aberowen realmente existia. Cheguei a pesquisar no Google e adivinha o que encontrei?... nada! Era muita pretensão minha achar pelo Street View o local exato da casa dos Williams e consequentemente Tŷ Gwyn. O máximo que consegui foi uma única sitação sobre o suposto local que teria inspirado a mina de carvão, nas proximidades de Swansea.

“Queda de Gigantes” foi o melhor livro que li em tempos. Somente “O Reverso da Medalha” foi melhor. Tiro essa conclusão pois eu torcia muito para ter qualquer tempo livre para poder lê-lo, seja na rua, no ônibus, no metrô ou em casa, mesmo quando meu olhos ardiam e suplicavam para descansar. E olha que falamos apenas do primeiro livro da trilogia “O Século”. Imagina como estou para ler os outros.

Saiba mais:


FICHA TÉCNICA:

Nome: Queda de Gigantes

Autor: Ken Follett

Páginas: 912

Editora: Sextante

Edição: ?

Ano: 2010




DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!

Até a próxima!

domingo, 27 de março de 2011

A Chave de Rebecca

Era (e possivelmente ainda o seja) comum o uso de código nas forças armadas de qualquer país. Na Segunda Guerra Mundial nem se fala. Era algo tão corriqueiro que haviam espiões triplos ou até quádruplos. O exemplo de livro mais fiel a essa metodologia é “Conspiração Telefone”. Mas como esse livro é uma ficção eu tive dúvidas sobre a existência do livro “Rebecca”.

“A Chave de Rebecca” conta as investidas de Erwin Rommel no norte da África em 1942, entre elas a famosa batalha de Tobruk. Além de simplesmente contar o que aconteceu com os nazistas em solo africano, Ken Follett bota mais um ingrediente na trama: a colaboração de um espião bi-nacional para furtar alguns documentos top secret do governo britânico. A missão de ambos é invadir o Egito (território sob domínio dos Aliados).

A história é dividida em três partes cada uma relatando um pouco do cerco das cidades envolvidas: Tobruk e Mersa Matruh aonde Rommel consegue os seus triunfos; e Alam Halfa no qual Rommel sai enfermo do campo de batalha e seus comandados recuam.

Seria mais uma obra sobre espionagem e guerra se não fosse o fato de Alex Wolff (o espião) não passasse tanta insegurança necessária para tal façanha. Durante toda a trama ele usou apenas uma faca. É muito bizarro pensar que ele conseguisse tanto sucesso com uma arma branca. E o mais impressionante ainda está por vir. O serviço de inteligência britânico não consegue localizá-lo mesmo sabendo seu nome e endereço verdadeiros, origem e contatos. Mesmo assim o alemão consegue dar um OLÉ nos aliados durante um bom tempo.

Como curiosidade eu fui verificar se o livro “Rebecca” realmente existiu. E para a minha surpresa ela é real, sido escrita por Daphne Du Maurier. Eu fiquei com o pé atrás nesse assunto pois não tinha certeza se havia problemas em citar livros alheios por causa de direitos autorias ou coisa do tipo. “A Chave de Rebecca” também foi adaptado para as telona sob o título “A Chave para Rebecca”. Eu imaginei que esse filme não tivesse ligação com o livro pela pequena troca de preposições (vai saber né? =[ ). Porém não possuo informações de elenco, prêmios, crítica ou coisa do gênero.

Foi minha segunda experiência com livros de Ken Follett. A primeira foi a coletânea de contos “Sem Perdão”, que poderia ser um livro de anedotas que não teria problema nenhum. Como essa obra também foi de boa leitura, considero muito o trabalho do galês.

FICHA TÉCNICA:

Nome: A Chave de Rebecca

Autor: Ken Follett

Páginas: 343

Editora: Record/Círculo do Livro

Edição: Integral

Ano: 1980




DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!

Até a próxima!
 

domingo, 13 de março de 2011

Triângulo

Não lembro-me de já ter dito isso (acho que sim) mas toda informação é válida para entender o motivo de judeus e árabes se odiarem tanto. Eu gosto de ler qualquer coisa sobre isso, seja notícia, documentos históricos, histórias, livros e etc. Apesar de eu possuir uma teoria sobre o que acontece, não sei se estou no caminho certo. Então continuo procurando mais textos para encontrar uma explicação. Este livro, apesar de ser meio real, meio ficção, ajudou, à seu modo.

“Triângulo” conta a saga israelense na busca por urânio para produzir bombas nucleares a partir de um (falso) boato internacional de que o Egito já teria produzido a sua e tencionava utilizá-la contra Israel. Nisso, o governo sionista convoca um espião para achar uma fonte do minério que possa ser encoberto para não gerar revolta da comunidade internacional. Porém, não obtém êxito. A única saída é bolar um plano miraculoso com o intuito de sequestrar um navio com a preciosa carga. Mas, também por meio da espionagem, os muçulmanos acabam descobrindo a artimanha e tentam “salvar” esse cargueiro e posteriormente denunciar o estado judeu ao mundo. 
 
Apesar de o livro ter todos os ingredientes para uma história excelente, não o foi em sua totalidade. A primeira metade da história é muito parada por ser justamente a parte da concepção do plano de roubo, aonde o espaço da história localiza-se entre Luxemburgo, Reino Unido e a França. A narrativa só melhora (e muito) quando vamos para alto-mar com a execução do plano de Nat Dickenstein. Nesse meio tempo Nat envolve-se com a filha do seu ex-professor no qual os israelenses suspeitam de simpatia com a causa árabe.

Como o uso de palavras, hábitos e locais sionistas, lembrou-me “Exodus” que se passa naquela mesma região e também há uma parte da história que transcorre em alto-mar. Porém este é (podemos dizer) mais patriota pois conta toda a trajetória para a formação do Estado de Israel; aquele se concentra mais na fabricação da bomba nuclear. 
 
Apesar de suspeitar de como seria o desfecho, me senti preso à história.
Odeio finais óbvios como finais felizes ou tristes. Mas no fundo a gente acaba torcendo para que os mocinhos vençam. Odeio admitir isso!


FICHA TÉCNICA:

Nome: Triângulo

Autor: Ken Follett

Páginas: 385

Editora: Record/Círculo do Livro

Edição: Integral

Ano: 1979




DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!

Até a próxima!