quinta-feira, 2 de maio de 2013

Xógum - Tomo I


O primeiro registro do Japão na história ocidental acontece em 1904 quando esse pequeno arquipélago derrota o todo poderoso contingente militar russo. Mas o que poucos sabem é que a história nipônica é muito mais rica. James Clavell nos dá a primeira luz sobre o passado espetacular desse pedaço do globo.

“Xógum” conta os precedentes da batalha de Sekigahara ocorrida em 1600, o qual, foi o grande divisor de águas e que traçou o destino da nação japonesa pelos 250 anos posteriores. Mesmo com um contingente menor o Exército Oriental comandado por Tokugawa Iayesu venceu as forças ocidentais e inaugurou o Período Edo. Apenas na era Meiji, quando os EUA invadiram à força a Baía de Uraga, o Japão foi forçado a abrir-se ao comércio internacional.

Como esta obra é dividida em dois tomos, neste post falarei sobre o primeiro. Essa parte narra a chegada dos neerlandeses/ingleses ao Japão, terra já desbravada pelos jesuítas ibéricos. Como os Países Baixos estavam em processo de independência frente à Espanha, os padres católicos tentam expulsar os invasores persuadindo os daimios locais. Comandados por John Blackthorne, muitos holandeses morrem na masmorra. Os que sobrevivem não adaptam-se aos costumes nipônicos excetuando-se o próprio Blackthorne. Durante a narrativa o capitão do Eramus, utilizando sua perspicácia e jogo de cintura acaba adquirindo a formalidade imperial japonesa e torna-se um homem de confiança de Toranaga (Tokugawa Iayesu).

Com o anseio de retornar à Grã-Bretanha conflitando com o desejo de não largar os hábitos adquiridos em terras “bárbaras” Blackthorne acaba ficando no Japão para ajudar Toranaga na grande batalha que há por vir (Batalha de Sekigahara) e para o instruir sobre a formação de uma futura esquadra japonesa e sobre o mundo “bárbaro”. O primeiro tomo encerra-se quando há uma confirmação do código “Céu Carmesin”, o que significa GUERRA.

Apesar de ainda não ter falado sobre o segundo tomo, há alguns fatos interessantes a serem mencionados:
    1º) a maior parte da tripulação neerlandesa fala português e latim;
    2º) quando eu comecei a ler “Xógum” jurava que esse livro seria um relato exclusivamente sobre o Japão feudal e não foi bem assim: 1/6 do primeiro tomo focaliza os invasores “bárbaros”;
    3º) há um intensa guerra religiosa entre os padres e sacerdotes católicos e os “bárbaros” protestantes. Isso é agravado pela guerra de independência holandesa frente à Espanha;
    4º) logo no início da narrativa há um anacronismo envolvendo o judô, o qual foi criado quase trezentos à frente em relação ao tempo da narrativa.
O livro prendeu-me muito a atenção para saber como iria acabar a tal grande batalha de Sekigahara. Porém os precedentes também empolgaram pois eles iriam definir o vencedor e o futuro xógum. Em breve postarei o segundo tomo.  

FICHA TÉCNICA:

Nome: Xógum - Tomo I

Autor: James Clavell

Páginas: 656 

Editora: Nórdica/Cìrculo do Livro

Edição: Integral

Ano: 1975




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Até a próxima!