Não lembro-me de já ter dito isso (acho que sim) mas toda informação é válida para entender o motivo de judeus e árabes se odiarem tanto. Eu gosto de ler qualquer coisa sobre isso, seja notícia, documentos históricos, histórias, livros e etc. Apesar de eu possuir uma teoria sobre o que acontece, não sei se estou no caminho certo. Então continuo procurando mais textos para encontrar uma explicação. Este livro, apesar de ser meio real, meio ficção, ajudou, à seu modo.
“Triângulo” conta a saga israelense na busca por urânio para produzir bombas nucleares a partir de um (falso) boato internacional de que o Egito já teria produzido a sua e tencionava utilizá-la contra Israel. Nisso, o governo sionista convoca um espião para achar uma fonte do minério que possa ser encoberto para não gerar revolta da comunidade internacional. Porém, não obtém êxito. A única saída é bolar um plano miraculoso com o intuito de sequestrar um navio com a preciosa carga. Mas, também por meio da espionagem, os muçulmanos acabam descobrindo a artimanha e tentam “salvar” esse cargueiro e posteriormente denunciar o estado judeu ao mundo.
Apesar de o livro ter todos os ingredientes para uma história excelente, não o foi em sua totalidade. A primeira metade da história é muito parada por ser justamente a parte da concepção do plano de roubo, aonde o espaço da história localiza-se entre Luxemburgo, Reino Unido e a França. A narrativa só melhora (e muito) quando vamos para alto-mar com a execução do plano de Nat Dickenstein. Nesse meio tempo Nat envolve-se com a filha do seu ex-professor no qual os israelenses suspeitam de simpatia com a causa árabe.
Como o uso de palavras, hábitos e locais sionistas, lembrou-me “Exodus” que se passa naquela mesma região e também há uma parte da história que transcorre em alto-mar. Porém este é (podemos dizer) mais patriota pois conta toda a trajetória para a formação do Estado de Israel; aquele se concentra mais na fabricação da bomba nuclear.
Apesar de suspeitar de como seria o desfecho, me senti preso à história.
Odeio finais óbvios como finais felizes ou tristes. Mas no fundo a gente acaba torcendo para que os mocinhos vençam. Odeio admitir isso!
FICHA TÉCNICA:
Nome: Triângulo
Autor: Ken Follett
Páginas: 385
Editora: Record/Círculo do Livro
Edição: Integral
Ano: 1979
DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!
Até a próxima!

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