Após
o término do primeiro tomo, o leitor sente-se tentado a continuar
lendo para ver o desfecho da Batalha de Sekigahara. Principalmente
quando Tonanaga decreta “Céu Carmesim”. Soldados, marchemos à
guerra!
O
enfoque agora é sobre Toranaga versus Ishido. Este consegue forçar
aquele, por meio do conselho de daymios, a cometer seppuku. Além
disso ele mantém reféns no interior do Castelo de Osaka e por conta
disso Toranaga não pode atacar Ishido. Mariko oferece-se a ir e
salvar a todos. Nesse meio tempo ela e Blackthorne viram amantes.
Buntaro (samurai esposo de Mariko) desconfia e pede para Toranaga
tomar alguma atitude. Após conseguirem liberar os encarcerados, o
comandante do Exército Oriental tem caminho livre para o
enfrentamento.
Depois
de quase mil páginas (somando o primeiro e o segundo tomo) o leitor
acaba acostumando-se à língua nipônica. Em alguns trechos há
diálogos em japonês sem tradução ou algo que possa dar um
esclarecimento àquela frase. Isso pode parecer desleixo do autor ou
tradutor mas no final das contas não há necessidade mesmo pois
acabamos nos acostumamos com isso e as tais traduções não são
mais necessárias. O contrário acontece com o neerlandês. Apesar de
eu ter um certo conhecimento da língua alemã, ainda são muito
estranhos os nomes dos comandados de Blackthorne.
O
curioso (e o legal) é saber que Clavell basou-se em fatos para
escrever esta obra. Blackthorne existiu mas não com essa
denominação, o verdadeiro nome do herói é Will Adams. Aliás,
todos os personagens tiveram seus nomes trocados, por exemplo:
|
Nome
Fictício
|
Nome
Real
|
|
Goroda
|
Oda
Nobunaga
|
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Nakamura
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Toyotomi
Hideyoshi
|
|
Ochiba
|
Yodo-Dono
|
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Genjiko
|
Oeyo
|
|
Yaemon
|
Toyotomi
Hideyori
|
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Sudara
|
Tokugawa
Hidetada
|
|
Ishido
|
Ishida
Mitsunari
|
|
Mariko
|
Hosokawa
Gracia
|
|
Martin
Alvito
|
João
Rodrigues
|
|
Akechi
Jinsai
|
Akechi
Mitsuhide
|
|
Johann
Vinck
|
Jan
Joosten
van Lodensteijn
|
|
Swordsmith
Murasama
|
Sengo
Muramasa
|
|
Yodoko
|
Nene
|
|
Paul
Spillbergen
|
Jacob
Quaeckernaeck
|
|
Buntaro
|
Hosokawa
Tadaoki
|
|
Hiromatsu
|
Hosokawa
Fujitaka
|
|
Onoshi
|
Otani
Yoshitsugu
|
Além
da tabela acima tenho que citar que há uma “continuação” de
Xógum. Mas não foi escrito por Clavell e não possui o mesmo
enfoque dessa saga nipônica. Trata-se do livro Musashi, de
Eiji Yoshikawa. Disse que era uma continuação pois este livro
começa no fim da Batalha de Sekigahara. Em breve postarei sobre os
dois volumes que compõe essa obra.
Depois
de quase 1300 páginas percebi que sentiria falta dos diálogos em
japonês mescladas com o inglês, da polidez nipônica, que chega a
incomodar, (confesso), dos costumes do Japão medieval e os floreios
da corte de Toranaga. Foi mais de um ano lendo essa obra e, apesar de
ter lido outros livros é difícil não ficar com aquela ressaca
literária.
Nome:
Xógum – Tomo II
Autor:
James Clavell
Páginas:
600
Editora:
Nórdica/Cìrculo do Livro
Edição:
integral
Ano:
1975
DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!
Até a próxima!

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