Eu botei muita expectativa nos livros de Grahan Greene pois eu já ouvi falar muito dele mas não tive chance de ler nada. Mas essa oportunidade chegou logo com duas obras, “Fator Humano” e “O Cônsul Honorário” (logo postarei sobre este). Pelo que li sobre ele e suas obras, acabei me decepcionando bastante com o que parecia ser o livro... mas não foi.
Eu digo que não foi o que eu esperava porque “Fator Humano” é um livro de espionagem. Só que eu demorei para reparar que Maurice Castle era um espião. E agente duplo. Mas o serviço secreto inglês acaba desconfiando de outra pessoa... um colega muito próximo de Castle, Arthur Davis que acaba pagando o pato. Quando o cerco aperta Maurice acaba fugindo, separando-se de sua esposa Sarah e o filho dela Sam, que adoece. Quero também ressaltar que em um ponto no meio da história aonde Castle precisa matar o cão de estimação de sua família, Buller. Isso remete-me à “Vidas Secas” e a cadela Baleia. Em ambos os casos os carrascos erram os alvos e os animais ficam agonizando até chegar bem lentamente à morte.
Para começo de conversa eu pensava que o livro abordaria o lado humano de um agente em missões secretas e não como era a vida pessoal de um deles. Dois dos poucos pontos positivos da narrativa foi de dar enfoque, durante a Guerra Fria, a uma nação coadjuvante, a Grã-Bretanha; o outro refere-se, diferente de outras obras que já li com esse tema, à que esse agente duplo “soviético” não morreu, não sofreu nenhuma punição mais severa ou foi capturado.
Acabei ficando decepcionado com a história toda pois foi muito monótona, lembrando-me de algumas narrativas do século XIX aonde a monotonia é um dos sérios agravantes à (minha) leitura. Mas valeu por fugir óbvio, num tema, até certo ponto, clichê.

Nenhum comentário:
Postar um comentário