domingo, 30 de janeiro de 2011

Casa Nobre II

No dia 3 de outubro eu postei um texto sobre o primeiro volume de “Casa Nobre”. Disse também que o raciocínio iria ficar incompleto até eu ler o segundo volume. Pois então poderei preencher essa lacuna porque consegui terminar as duas partes depois de 4 meses de defasagem.
 
Quando eu comecei a segundo volume eu lembrava bem de como terminou o primeiro. Então pensei comigo: “não vou me perder quando eu retomar a leitura”. Mas isso não aconteceu quando me recordei de que haviam vários outros núcleos. Mas refiz toda a trajetória da narrativa e consegui me situar bem até o final.

Durante a minha leitura reparei em algumas coisas que me chamaram muito a atenção:
1º) a coincidência entre as vidas de Peter Marlowe (personagem) e James Clavell (autor) porém descobri que o personagem foi inspirado no autor... e tudo fez sentido.
2º) “Casa Nobre” é a última parte da saga asiática ainda contendo “Xógum”, “Tai-Pan” e “Changi”. Eu tinha conhecimento disso mas pensei que era apenas um exagero por parte dos editores por essas histórias de situarem no oriente. E, outra vez, me enganei pois possuem os mesmos personagens relatados neste romance. Por exemplo, Marlowe é o protagonista de “Changi” e Dirk Struan de “Tai-Pan”.
3º) o livro é longo (1478 páginas os dois volumes) mas o tempo da história é curto, mal passando de uma semana. Nesse ponto chega a lembrar o seriado “24 Horas” aonde acontece muita coisa em um curto espaço de tempo, deixando o leitor com a sensação de exagero.
4º) os nomes de alguns chineses que aparece durante o romance são (um pouco) estranhos. Posso citar: Tok Tosse-Tosse, Tung Eunuco, Wu Quatro Dedos, Wu Fotógrafo, Tung Pão-Duro, Wu Óculos, Choy Lucrativo, Poon Bom Tempo e etc.
5º) o modo chinês de tratamento entre seus familiares chamando-se de 7º filho, 4ª sobrinha, 8ª neta e etc. Aqui no Brasil estamos acostumados a chamar pelo nome, por apelidos ou por um modo informal.
6º) quando eu pego um livro grande para ler me vem à cabeça uma citação de Graciliano Ramos. Ele costumava dizer que quando terminava de escrever um romance, tirava dois terços do produto bruto sobrando apenas um terço do original. Com isso eu fico pensando se Clavell fez a mesma coisa... e se fez mesmo imagino como teria ficado o original.

Agora eu posso finalizar esse e o outro texto. O livro é muito bom. Mas muito bom não é ótimo. A história oscila entre altos e baixos. Ajuda a dar uma noção de como era a vida em Hong Kong aonde muitos confundem sua localização, colonização e costumes. E dá uma luz ao descrever o papel da Ásia durante a Guerra Fria. Se você é um aficionado pela cultura oriental então recomendo a leitura dos quatro volumes que compõe a saga asiática de James Clavell.


FICHA TÉCNICA:

Nome: Casa Nobre II

Autor: James Clavell

Páginas: 776

Editora: Record/Círculo do Livro

Edição: Integral

Ano: 1983




DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!

Até a próxima!

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