Eu já disse várias vezes que não costumo gostar de livros nacionais, não importa de qual época seja. “Selva Trágica” é uma exceção pelo simples fato de a história tratar da extração do mate. Sim! Aquele mesmo do chá. Muita gente não sabe da onde vem tal bebida.
A narrativa descreve a o cotidiano sub-humano no qual estão sujeitos os que fazem a “colheita” da erva. Chega a ser impressionante como era o ganha-pão dos moribundos. Para conseguirem bater a cota diária eles tinham que levar na cabeça 150 kg de volta ao acampamento. Caso contrário eles não receberiam o valor integral da mercadoria.
Não identifiquei o espaço da aventura. Mas acredito que seja no Paraguai pois há algumas palavras em tupi e outras em espanhol, fora o dinheiro usado nas apostas das jogatinas... que era o guarani. Mas não há indício claro. A parte ruim foram os regionalismos que emperraram a minha leitura, mesmo com o glossário no final do livro. Vamos ser francos, ninguém pára de ler a história para consultar os significado de cada termo. Eu, por exemplo, fico sem entender, na esperança de que algo durante a história possa esclarecer a minha dúvida. Doce ilusão...“Selva Trágica” também serviu de base para o filme homônimo lançado em 1963. Mas eu não consegui achar muitas informações sobre ele.
Para finalizar: se tem uma frase que resume o sentimento, a intenção, o envolvimento, a realidade dessa história, seria esta:
“A terra, o tempo, o sonho... seres humanos mergulhados
na tragédia de uma sobrevivência absurda.”,
que, não por coincidência, está na primeira página.
FICHA TÉCNICA:
Nome: Selva Trágica
Autor: Hernâni Donato
Páginas: 232
Editora: Edibolso
Edição: Revisada
Ano: 1957
DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!
Até a próxima!

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