Você já pensou em passar seus últimos momentos de vida dentro de um avião? É insano uma ideias dessas. Mas para o argelino Robert Merle não. Ele nos põe em uma situação totalmente desconfortável quando narra a saga de uns poucos “sortudos” para um local que nunca existiu: Madrapur.
Basicamente, “Madrapur” apresenta, de forma metafórica, um destino de que nunca iremos escapar: a morte. Todos os passageiros a bordo esperam desembarcar num principado que dá nome à obra. Mas ao invés disso, os afortunados deparam-se com um avião sem piloto, sem copiloto, sem outros passageiros, sem comida, sem bagagem e apenas uma aeromoça. O itinerário é bem simples: rodar em círculos. Os aventureiros só podem desembarcar quando estiverem nas últimas.
Até eu entender o que se passava na história demorou um pouco. O começo estava muito confuso muito pelos diálogos entre os personagens que são recheadas de metáforas, ironias, sarcasmo e etc. Tinha esperanças de melhoras quando soube que a maior parte da história iria se passar dentro de um avião. Acabei quebrando a cara pois lá dentro a narrativa acabou mostrando-se mais insuportável que antes.
Falando um pouco dos personagens agora. Dentro do avião encontra-se tipos variados de pessoas. Todas as grandes nações possuem representantes. O que para mim foi proposital porque cada um é um esteriótipo de cada localidade. O americano quer impor o seu modo de pensar; o francês não suporta ser criticado; o inglês é sempre muito arrogante e polido na presença dos demais, e etc.
Apesar de ter uma temática surreal (o que me agrada bastante) não foi o que se passou durante a história. Muito parado, sonolento mesmo em pleno voo. Por muito tempo pensei que Madrapur pudesse existir mesmo. Mas isso foi desmentido tanto na narrativa quanto nas minhas pesquisas.
Autor: Robert Merle
Páginas: 296
Editora: Nova Fronteira/Círculo do Livro
Edição: Integral
Ano: 1976
DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!
Até a próxima!

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