As Convenções de Genebra são uma série de tratados que objetivam os direitos e deveres, de combatentes ou não, em tempos de guerra. De 1864 até hoje foram realizadas quatro reuniões com base no Direito Humanitário Internacional. Em 1949 foram elaboradas três protocolos de emendas aos textos já prontos. O suposto quarto protocolo seria uma acerto verbal entre as potências bélicas que não chegou aos ouvidos da massa. É esse tal acordo que nomeia este livro.
“O Quarto Protocolo” tem como estopim para os acontecimentos, o desejo do partido trabalhista britânico em subir ao poder nas eleições gerais britânicas. Os conservadores não querem uma vitória da oposição por medo de uma aproximação entre Londres e Moscou. Então decide-se antecipar o pleito. Os pontos fracos do atual governo são as bases americanas na costa leste da Grã-Bretanha e o suposto desenvolvimento das armas nucleares para defesa do Ocidente. A par disto tudo o KGB planeja uma investida com armas nucleares perto das tais bases ianques e assim conseguir o voto dos 10% do eleitorado flutuante.
Porém, quem protagoniza a história é John Preston, um funcionário federal que torna-se o comandante da busca britânica pelos soviéticos. Com a finalidade de evitar um desastre nuclear, Preston percorre vários quilômetros em direção ao sul na África para descobrir o paradeiro de um embaixador acusado de identidade falsa. O serviço secreto só chegou à ele através de um roubo dos diamantes Glen localizado na residência do falso diplomata, que aliás é o primeiro movimento da trama. Além dos diamantes, os outros materiais necessários para a confecção da bomba nuclear de baixa potência foram entrando em solo bretão de modo muito simples e objetivo apesar de as autoridades saberem com uma certa precisão o tamanho, o formato e o peso dos tais objetos. E, em decorrência dessa vida corrida, Preston se distancia de seu filho no qual só pôde vê-lo durante dez dias, mesmo em plena ação.
Depois de algum tempo voltei a ler uma história que envolva guerra ideológica, os famosos MI5 e MI6 e que tenha dinâmica. E o que eleva o status do livro é o autor: Frederick Forsyth. Ele costuma usar o mesmo ambiente político e físico que Grahan Greene e John Lé Carré em suas narrativas. O diferencial é que Forsyth foca-se na ação e menos na mente e no comportamento dos envolvidos.
Como é de costume, durante a minha leitura observei certos fatos: 1º) A história começa no dia 31 de dezembro de 1986 e eu comecei a leitura deste livro em 31 de dezembro de 1986 2011. 2º) Quando leio uma história sobre espiões e contra-espionagem muitas vezes duvidamos do que foi relato, tachando-o de absurdo. Porém temos que levar em conta que nem tudo foi meticulosamente vasculhado e publicado. Ainda há muitas coisas debaixo dos tapetes.
Foi com grande empolgação que comecei a ler “O Quarto Protocolo”. Diferentemente de “A Casa da Rússia” este possui uma dinâmica muito envolvente e o autor consegue nos passar uma impressão de que o Ocidente e o Oriente precisavam manter suas forças em equilíbrio mesmo um querendo superar o outro no juízo final. E e por fim mais um ponto positivo para Forsyth.
Nome: O Quarto Protocolo
Autor: Frederick Forsyth
Páginas: 418
Editora: Record/Círculo do Livro
Edição: Integral
Ano: 1984
DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!
Até a próxima!

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