Olhando o lay-out da capa você percebe do que fala este livro e a quem é dirigida a crítica. Porém J.-A. Léger diz na introdução que apesar de os fatos relatados serem autênticos não deixa de ser um romance. Durante toda a minha leitura eu não tratei como tal.
“Monsignore” expõe (fictícias ou não, como disse) as sujeiras da Igreja Católica, relatando as manobras dos clérigos para benefício de poucos. O que mais me impressionou é que houve citações de algumas artimanhas de papas já falecidos, porém não são tão confiáveis a ponto de serem levados em consideração por qualquer leitor.
A história é em flashback, fazendo, assim, perder-me durante o enredo. Parecia que cada capítulo era uma história independente. Isso é normal até, para apresentação dos personagens, tempo e espaço. Mas logo percebi que a minha confusão era baseada na distância entre os capítulos. Mesmo assim fiquei perdidão.
Ando reparando em um detalhe: há algum preconceito de americanos e britânicos para com os irlandeses? Já não é a primeira vez que vejo isso. Andei fazendo umas pesquisas rápidas pelos confins da net e achei pouca coisa. Mais precisamente um relato curto falando que essa discriminação é causada pelo atraso do desenvolvimento da qualidade de vida irlandesa. Outra questão que veio à tona neste livro foi a de eu preferir diálogos longos ao invés de períodos grande de narração pois este descreve o estático, o fixo, o parado. Enquanto aquele transmite dinâmica, velocidade e o rápido.
No final das contas foi uma história chata por diversos motivos, mas o principal deles foi a “falta de sinalização” do flashback. Eu lia pensando que era continuação do capítulo anterior enquanto era na verdade um retorno para justificar o agora. Além de falar que a história não é tão interessante quanto parece.
FICHA TÉCNICA:
Nome: Monsignore
Autor: Jack-Alain Léger
Páginas: 355
Editora: Difel/Círculo do Livro
Edição: Integral
Ano: 1976
DESLIGA O PC E VAI LER UM LIVRO!!
Até a próxima!

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